Arquitetura Orientada a Serviços
Soluções SOA (Arquitetura Orientada a Serviços) vão na direção do futuro, da Economia Orientada a Serviços.
Serviços são acessados “anywhere, anytime, anyway”, e pagos pelo uso (pay-per-use) e sob demanda (on-demand), permitindo construir aplicações “a la carte”, sob medida (made-to-fit).
Trecho de um artigo/apresentação que estou lendo por conta de uma bolsa da faculdade, mas que pode muito bem ser aplicado ao mercado de jogos.
Um bom exemplo de arquitetura voltada a serviço é o Steam: online, você compra o que quer, baixa, joga. E está fazendo um tremendo sucesso: já atingiu 15 milhões de usuários em fevereiro deste ano.
Steamcloud, o serviço do Steam que permite que você acesse seus saves de qualquer lugar do planeta. O que isso tem a ver com o que eu estou falando? Nada, mas essa montagem que eu encontrei no joystiq.com era genial demais para eu não colocar aqui xD
E porque se restringir aos PCs, não é mesmo? A XBLA, o Virtual Console e a PSN Store também vieram de encontro a essa arquitetura voltada a serviços.
E estão fazendo um tremendo sucesso, apesar da pirataria, apesar do comodismo, apesar do receio de certas pessoas com serviços online.
Existem alguns pontos-chave nessa arquitetura, como por exemplo: dar ao consumidor o que ele quer. Do jeito que ele quer. Quando ele quer. E isso não se aplica apenas a software: o mercado de modificação de carros cresce cada vez mais, até mesmo com “carros tunados de fábrica”, ainda que a personalização nesse caso não seja muito grande, você pode ter seu computador do jeito que você quiser, você pode escolher 300 tipos de recheio para o seu sanduíche, seu café pode ser expresso, com chantilly, frio, quente, com canela, com bebidas alcóolicas…
Existem diversas manifestações dessa arquitetura espalhadas pelo mercado de jogos, embora eu ainda não saiba ao certo se os próprios desenvolvedores se dão conta disso: se você não é World of Warcraft, provavelmente o único jeito de você se sustentar como MMO é oferecer o jogo de graça e cobrar pelos “extras”. Algo como oferecer uma xícara de café de graça e cobrar pela canela, pelo chantilly, pelos pedaços de chocolate, pela bebida alcóolica… é algo completamente diferente do que se vê no mercado “tradicional”, mas que tem sustentado empresas de MMOs ao redor do mundo.
O Steam, é claro, é outro exemplo, mas existem outros serviços do gênero. Já vi até mesmo um serviço no qual você pagava uma taxa mensal e jogava os jogos que quisesse enquanto estivesse pagando a mensalidade. Algo como uma locadora onde você sempre encontra os jogos disponíveis, na qual você pode jogar pelo tempo que quiser, desde que pague a mensalidade. Achei muito interessante, mas não lembro o nome de serviço e, mesmo que lembrasse, não era possível conseguir esses jogos daqui do Brasil. Damnit.
De qualquer maneira, para mim a arquitetura voltada a serviços é uma boa maneira de compreender nosso mercado atual, tanto de jogos quanto de qualquer outra coisa.
E é muito bom ver uma arquitetura que dê tanto valor ao consumidor. Que diga o que deve ser dito: dê o que o consumidor quer, diabos!
Desde que ele não queira estuprar e matar no mundo real, nem invadir a privacidade alheia… bom, vocês entenderam.





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