Ah, um daqueles desabafos sobre clichés em jogos de Adventure e RPG…

Estava procurando um jogo independente para jogar e…

Por que um dos gêneros que deveria ser conhecido pela sua história, seus diálogos, e seus personagens parece ser tão cheio de… clichès? Meu Deus, como eu odeio esse sub-nicho “Escape da sala”. Não, sério, eu ainda não consigo entender como alguém gosta de ficar pegando objetos e usando-os aleatoriamente pela sala para ver o que vai acontecer depois.

Parece-me que 95% dos adventures independentes caem em um de dois gêneros (eventualmente nos dois, agh): “Eu quero ser engraçado e te fazer lembrar de Monkey Island, e pretendo fazer isso com gráficos que parecem fugitivos de uma maldita máquina do tempo e com puzzles ‘ei, use o ursinho de pelúcia para entupir a chaminé, encher a casa de fuligem e então fazer com que o guarda saia da casa para ir ver o que aconteceu, enquanto você pega as chaves da jaula para libertar os macacos que irão te guiar até a Banana Sagrada’”, ou no bom-e-velho “você é o detetive, descubra quem é o assassino”.

Não, sério, QUE SACO. Eu queria um jogo instigante, com bons diálogos, trama envolvente, personagens carismáticos. Eu sei que é difícil, mas, pelo amor de deus, é para isso que existe esse gênero parado-prá-burro-devagar-quase parando com gráficos estáticos e animações simples!

Pelo menos, é o que eu quero com o meu jogo. Espero conseguir. De qualquer maneira, não pretendo fazer muito uso dos famigerados puzzles-de-inventário. A maior parte do jogo consistirá em relacionamentos, e você vai prosseguir no jogo conversando com as pessoas. Objetos são secundários.

Aí, um pouco estressada, fui dar uma olhada numa revista sobre jogos em RPG Maker.

Meu deus, criem um jogo que não seja sobre salvar terras fantásticas e dragões e princesas e outras viadagens do gênero, pelo amor de deus! E que não sejam jogos “baseados” em franquias como Naruto e Pokémon. Ver esse tipo de coisa me dá vontade de fazer coisas cruéis com gatinhos.

Isso até me fez rever alguns conceitos do meu jogo, o que quer dizer que o stress pelo menos teve seu lado bom.

Mas, ai, como eu sinto falta de Tex Murphy… e eu nem joguei o Overseer! Será que é tão bom quanto o Pandora Directive?

Viewing 8 Comments

 

Trackbacks

(Trackback URL)

  • CubaGames » Ninguém é de ferro

    3 de abril de 2008 at 11:29 pm

    [...] Abri o bloglines, que faz tanto tempo que não abro no trabalho pois nem estava no histórico (é assim ...

close Reblog this comment
blog comments powered by Disqus